sexta-feira, 29 de maio de 2015

Um modelo de gestão e gestão eficiente


“Mudar uma cultura política-administrativa é eliminar os vícios e criar novos valores para os servidores públicos“. (Tomazia Arouche)

No dia de ontem (26/05) estive visitando o município de Cel. José Dias e aproveitei a oportunidade para visitar o prefeito desse município, Maninho, um misto de empresário e político que desde que lançou a sua candidatura a prefeito desse importante município piauiense, me despertou a atenção por se dizer comprometido em fazer a melhor administração que esse município já teve, por ser um empresário muito bem sucedido e que por consequência não depende da política para viver.

Mas, antes de ouvir o prefeito Maninho, procurei ouvir pessoas representativas desse município, como o construtor civil e membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cel. José Dias, Gerson Dias dos Santos, sobre a atual gestão e os compromissos de campanha do chefe do Poder Executivo municipal.

Comecei indagando Gerson Dias dos Santos sobre a maior obra do governo atual, ao que ele me respondeu dizendo: “eu destaco como positivo nesse governo o fato da prefeitura de Cel. José Dias voltar a ser adimplente, após negociar todas as suas dividas com o governo federal e poder voltar a contrair novos empréstimos e a receber recursos federais”. Esse líder sindical destacou ainda, a competência do prefeito Maninho que assim que assumiu o seu mandato buscou a pacificação dos servidores municipais, que antes se dividiam entre correligionários e adversários do atual prefeito. Os primeiros não trabalhavam porque se sentiam responsáveis pela vitória do prefeito e os segundos, porque eram adversários e não estavam dispostos a colaborar.

Na minha conversa com o prefeito Maninho, lhe pedi que me apontasse a maior realização do seu governo - ao que prontamente me respondeu dizendo: “a mudança de cultura do servidor municipal que hoje trabalha para o município sem pensar na cor partidária e deixando de lado a disputa política para quando 2016 chegar”.

Com a nova filosofia implantada pelo prefeito Maninho, o servidor municipal pode e deve pensar com a sua própria cabeça, mas no exercício da sua função, ele tem que trabalhar cumprindo religiosamente o horário estabelecido no contrato e o prefeito por sua vez tem o dever de pagar salários em dia e qualificá-los.

Em que pese a falta de recursos arrecadados com impostos e a queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o município de Cel. José Dias é um verdadeiro canteiro de obras e uma cidade apresentável.     

quinta-feira, 28 de maio de 2015

E as pequenas e médias empreiteiras?



A Operação Lava-Jato descobriu o maior esquema de corrupção já armado no Brasil para roubar a nação. Um esquema formado pelo tripé: políticos, empreiteiras e executivos da Petrobras. As empreiteiras envolvidas nessa roubalheira são as maiores do país.

Se a Operação Lava-Jato pudesse investigar todas as obras públicas já concluídas, em fase de conclusão e as que estão sendo iniciadas, o país ficaria mais escandalizado ainda, porque tomaria conhecimento de que 99% das obras públicas são viciadas.

Em cada estado e município brasileiro existe um esquema que opera no padrão do Petrolão e Mensalão que trabalham com pequenas e médias empreiteiras.

O Brasil não tem jeito, porque a cultura do levar vantagem está enraizada na sociedade brasileira. Existem as exceções é claro.

No Brasil todos devem ser investigados



Não sei se é a nossa natureza que difere da natureza do estrangeiro, mas o que eu sei é que nós somos um povo sem caráter. Um povo macunaímico, como bem nos classificou Mário de Andrade no seu livro Macunaíma que trata de um herói sem caráter.

A natureza do estrangeiro pode até não ser diferente da nossa, mas, o fato de que nos países considerados sérios não existe impunidade, o nosso mau caratismo se sobressai, porque cá entre nós as leis sempre favorecem os ricos e poderosos. Os mensaleiros, esses, por exemplo, estão cumprindo penas suaves (prisão domiciliar e redução da pena), quando deveriam estar presos num presídio de segurança máxima e cumprindo penas exemplares, como 20 anos de prisão e sem direito a nenhum beneficio. A propósito: os ministros do STF são os que mais defendem penas brandas para os corruptos. Quem assistiu ao julgamento dos mensaleiros. E Após o julgamento os chefes da quadrilha do Mensalão foram todos devolvidos ao conforto dos seus lares, como se as condenações tivessem sido injustas.

A prisão na Suíça do vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin revela ao país e ao mundo que nós vivemos num país dominado pela corrupção (um tipo de roubo sofisticado) e onde a ausência de caráter da nossa classe dirigente exige do governo brasileiro a formação de uma Força Tarefa que investigue as nossas empresas estatais, as nossas empresas mistas, os nossos ministérios e programas como o PAC, Minha Casa Minha Vida, Prouni, FIES e as grandes obras do governo federal, como a transposição do Rio São Francisco, as ferrovias Norte-Sul,Transnordestina, UPAs e IFs. Isso para ficar só naqueles por aonde transitam muito dinheiro público.

No Brasil a imoralidade é a regra, quando deveria ser a exceção. Agora vivemos nós os brasileiros estamos convivendo com uma situação no mínimo vexatória, que é a presença dos nomes do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha e do Senado, Renan Calheiros na lista dos investigados pela Operação Lava-Jato. Que país é este? Um país que é uma republica dominada por quadrilheiros, corruptos e fichas-sujas.

O número grande de CPIs e de pedidos de instalação de CPIs dá bem uma ideia de que pais é este.

No Brasil todos devem ser investigados, inclusive eu. Eu me incluo no rol dos investigados, porque eu desconfio até mesmo de mim. É que nesta republiqueta de banana existe uma forte e enraizada cultura, que é a do levar vantagem em tudo.

No Brasil os maus exemplos via de regra partem do andar de cima e das nossas elites.

por Justino Fernandes

Um lugar encantador e singular


O sítio da Pedra Furada é o portão de entrada do Parque Nacional da Serra da Capivara

No último dia 26 eu fui apresentado a um lugar que o Brasil inteiro já conhece através da mídia e da visitação de turistas, mas que eu particularmente ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer, embora já tenha visitado em inúmeras oportunidades, os dois municípios onde se encontra localizado o Parque Nacional da Serra da Capivara, ou seja, Cel. José Dias e São Raimundo Nonato. Esse lugar que me deixou deveras encantado é o sítio da Pedra Furada.

Nesse lugar de beleza única e singular, além das belezas naturais eu pude conhecer o Camping da Pedra Furada, o lugar ideal para quem deseja fugir da ‘confusão’ da cidade grande e experimentar momentos de muita paz e tranquilidade em meio a uma natureza exuberante e bela.

A dona desse camping que recomendo é uma pessoa excepcional, porque além de empresária, ela é guia turístico, estilista e chef de cozinha. Estou me referindo à Conceição Oliveira (Ceiça), uma mulher, com uma história de vida que conquista o visitante. Ninguém melhor do que Ceiça, para nos apresentar esse lugar encantador e singular.
Fotos: Dom Severino

segunda-feira, 25 de maio de 2015

As nossas elites têm os pés na Casa Grande



As nossas elites são responsáveis pelo aumento das desigualdades sociais, principalmente nos países periféricos, onde as elites foram geradas num ambiente de verdadeiro apartheid social, onde os pobres não passam de pessoas que existem para servir incondicionalmente ao ricos e poderosos em troca de pedaços de pão e restos dos banquetes fartos daqueles que não aceitam perder privilégios e conviver com o crescimento social e econômico das camadas sociais que vem de baixo.

Nos países desenvolvidos às desigualdades sociais vem sendo reduzidas nos dois últimos séculos, porque os governos investem na criação de oportunidades iguais para todos, que se dá na forma da educação de qualidade para todos.

Países como o Brasil e o México são exemplos de países que nas últimas décadas apresentaram relativo crescimento econômico, mas sem desenvolvimento, sem que esse crescimento possibilitasse a ascensão social das camadas mais pobres da população, o que ao invés de reduzir o fosso que separa a elite econômica dos pobres, muito pelo contrário, faz subir ainda mais o muro que separa os privilegiados dos despossuídos.

O Brasil e o México diferentemente dos países da Europa que reduziram à pobreza e a distância entre ricos pobres ao privilegiarem as suas elites, fez explodir uma violência que faz com que esses dois países vivam em estado de guerra permanente.

Os programas sociais aplicados no Brasil e que deveriam funcionar como elementos do Estado do Bem Estar Social, como acontece na Europa, cá entre nós, tem um caráter clientelista, assistencialista e paternalista e são usados como moedas de troca pelo partido que está no poder para ganhar eleições. Foi assim com o programa Bolsa Escola dos governos tucanos e está sendo agora com o programa Bolsa Família dos governos petistas.   
As elites brasileiras têm os pés na casa grande e são do tipo que crescem sozinhas e vão deixando para trás os descamisados e os párias.