domingo, 4 de dezembro de 2016

“Congresso nacional corrupto”, dizia uma faixa



Nas manifestações de hoje (04/11) em todo o país, entre muitas faixas que manifestavam os protestos do povo brasileiro que saiu às ruas, para demonstrar sua revolta e indignação, uma merece destaque: uma grande faixa que ocupava quase um quarteirão da Avenida Paulista, com a seguinte frase: “Congresso Nacional Corrupto”. Essa frase resume bem o sentimento da sociedade brasileira contra uma classe política que não a representa.

Essas manifestações convocadas para todo o país, através das redes sociais, tem como principal objetivo denunciar o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), um político que é o estereótipo do político brasileiro e o mais detestado, entre todos os integrantes do Poder Legislativo, por ser réu num processo no STF e ter contra ele tramitando na Suprema Corte, mais de uma dezena de inquéritos, sendo que oito desses inquéritos foram provocados pela Operação Lava-Jato.
O destino do senador Renan Calheiros, tudo indica, será o mesmo do seu companheiro de partido, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, tão poderoso e temido quanto Renan Calheiros, mas que hoje encontra-se hospedado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, sob a custódia do juiz federal Sérgio Moro. Oxalá!

A esquerda anda sempre na contramão




O Porta estandarte da esquerda

O povo brasileiro acompanha ‘abestalhado’ ao comportamento da esquerda brasileira, capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), os últimos acontecimentos que a coloca frontalmente contra os anseios de uma população que deseja recuperar um pouco da sua ‘dignidade aviltada’ por uma classe política que não dialoga com a sociedade esclarecida e muitas das vezes a agride ao advogar em causa própria e defender interesses corporativos ou grupos de interesses.

A desfiguração do pacote de medidas de combate à corrupção na madrugada do dia 30/11, executado pelo PT, PC do B, PDT, PSB, PSOL de comum acordo com o PSDB, PP e PMDB é a suprema exposição ao ridículo e a completa desmoralização de partidos que se dizem de esquerda, sobretudo por se aliarem a partidos que apearam Dilma e o PT do poder.

A esquerda ao se posicionar a favor do enriquecimento ilícito, como no caso específico da alteração para pior do Projeto de Lei 4850/2016 se posiciona ao lado daqueles que já estão presos ou em vias de serem presos, por envolvimento no escândalo do Petrolão. De políticos corruptos que afrontam, denigrem e maculam a imagem de um país mal visto pelos países desenvolvidos e civilizados. 

A esquerda brasileira que já quis embarcar este país numa aventura para cubanizar (transformar o nosso país numa ditadura à moda cubana), o que não aconteceu graças a intervenção das Forças Armadas, demonstra mais uma vez que não está a serviço do povo brasileiro.

sábado, 3 de dezembro de 2016

“A Operação Lava-Jato é sagrada”, diz Renan



Todos reconhecem que a Operação Lava-Jato tem o apoio da sociedade brasileira como um todo. Até mesmo o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que muitos consideram o principal interessado na ‘morte por asfixia’ dessa operação, admitiu publicamente que a Operação Lava-Jato é uma coisa sagrada. Pode até ser da boca para fora, mas ele se manifestou publicamente a favor dessa operação redentora e moralizadora do país.

Outra personalidade brasileira que se manifestou com muito fervor sobre essa operação, foi o ministro Gilmar Mendes, que pelas suas manifestações sobre o juiz Sérgio Moro, não morre de amores por esse jovem magistrado e faz questão de confrontá-lo. O que vem fazendo sistematicamente, mas sem sucesso, porque o povo brasileiro, assim como adotou a Operação Lava-Jato, também adotou os seus operadores.  

É deveras preocupante a situação de um país, onde um ministro da Suprema Corte, pelas posições defendidas, sugere preferir os políticos, aos integrantes da Força Tarefa da Operação Lava-Jato. A propósito, com quase dois anos de trabalho edificante e pedagógico dessa Operação Sagrada, nenhum ministro do STF até aqui saiu a campo em defesa do juiz Sérgio Moro, dos procuradores da república e dos policias federais que operam a Lava-Jato.

Tem muita gente enciumada com o sucesso dos operadores da Força Tarefa que faz a Operação Lava-Jato. Isso fica bastante evidenciado no silêncio da parte de cima do Poder Judiciário.      

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

É preciso entender o espírito do tempo



A classe política de tão em dissintonia com a sociedade brasileira, não consegue entender o espírito do tempo ou sinal dos tempos, porque se estivesse em plena sintonia com o povo brasileiro, não cometeria tantos deslizes, erros crassos e atitudes impudentes, como tem cometido Congresso Nacional.  

A Câmara Federal ao desfigurar o pacote de medidas anticorrupção, na madrugada do dia 29/11, num momento em que o país havia de sofrer   um trauma terrível com o desastre que ceifou a vida de 71 pessoas na queda do avião da LaMmia - na província de Antioquia na República da Colômbia, praticou um ato de sabotagem contra a Operação Lava-Jato e o Brasil.

O Senado que quase foi induzido ao erro pelo seu presidente ao votar um requerimento de urgência, para a votação do Projeto de Lei 4850/16 que prevê um pacote de medidas contra à corrupção, foi salvo de um constrangimento de dimensão nacional ao votar contra a aprovação de um requerimento que permitiria colocar em votação a toque de caixa, um projeto de interesse do senador Renan Calheiros, que quer se vingar da Operação Lava-Jato, leia-se, do Poder Judiciário, o MPF e a Polícia Federal.    

A tempestade perfeita contra Renan Calheiros

O destino do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), tudo indica, será muito parecido com o do seu companheiro de partido, o ex-todo poderoso, Eduardo da Cunha, que hoje está hospedado na prisão da Policia Federal em Curitiba, vendo o céu nascer quadrado. Renan Calheiros que de tanto mexer com pedras, uma delas acabou caindo sobre sua cabeça. O senador Renan Calheiros que resolveu desafiar o Poder Judiciário e tomar os brasileiros por ‘tolos e descerebrados’. Esse político alagoano que acaba de virar réu no STF e ainda tem 11 inquéritos tramitando contra ele na Suprema Corte, e esse número poderá aumentar mais ainda com a homologação das delações da Odebrecht.

O mundo de Renan Calheiros, um dos mais ladinos políticos brasileiros na atualidade, parece que começou a cair, com o julgamento de uma ação que o transformou em réu, por crime de peculato.

Embora não diga que está sendo encurralado pelos acontecimentos, a aparência de Renan Calheiros é de quem anda sofrendo de insônia e que começa a ser abandonado pelo partido, assim como foi o seu companheiro de aventuras e partido, Eduardo Cunha.


Entender o 'espírito do tempo' é ter a capacidade de discernir a mudança de humor e o nível estresse da sociedade - para com os seus "representantes".