segunda-feira, 2 de março de 2015

Uma relação que poderia ser parceira, cooperativa e colaborativa

Desde que coloquei os meus pés nesta região, seja atuando no rádio, no jornal impresso, na Internet e até na televisão, eu sempre investi numa maior aproximação entre os estados do Maranhão e Piauí, por razões as mais óbvias. A primeira, a extensa fronteira que une esses dois estados através do rio Parnaíba. A segunda, o Delta do Paranaíba, cujo espaço territorial pertence a maranhenses e piauienses, sendo que 70% pertencem ao vizinho estado do Maranhão. O terceiro, a relação dos municípios que ficam dos dois lados desse importante rio, o que faz com que maranhenses piauienses se confundam na sua naturalidade. Cito como exemplo de uma relação que deveria ser fortalecida a cada dia, o piauiense Raimundo Leal nascido no município de Uruçui (PI). Raimundo Leal que migrou para o Maranhão, lá onde se integrou de tal maneira a vida maranhense que acabou fixando residência e fazendo uma brilhante carreira política. Eu poderia elencar aqui dezenas de exemplos de outros exemplos que fortalecem os meus argumentos, sobre a importância desses dois povos se unirem em prol de causas que lhes são comuns.
                                                      
Muitos piauienses não sei por quais motivos julgam o seu estado superior ao nosso. O que para mim é uma tremenda besteira, ignorância histórica e geográfica (falo como maranhense), porque em nenhum setor da atividade humana, o Maranhão é inferior ao Piauí e de resto a todos os estados nordestinos-, muito pelo contrário, o Maranhão sempre foi um estado acolhedor dos retirantes de secas impiedosa e cruéis. No Maranhão os flagelados da seca encontravam uma terra acolhedora e de oportunidades.
Muitos piauienses usam à dependência de 31 municípios maranhenses da medicina do Piauí, para julgarem o que o seu estado não é. Em Imperatriz acontece o mesmo com relação ao estado do Tocantins, porque esse município maranhense oferece aos tocantinenses, serviços e bens que só indo à capital Palmas eles teriam.

Além do fator proximidade, outros fatores favorecem a vinda de maranhenses a procura da medicina e da educação piauiense, como por exemplo, o custo de vida, muito mais barato do que em cidades como São Luís, Fortaleza e Recife.  O custo de vida e a proximidade de tudo em Teresina favorece a vinda de maranhenses à Teresina, porque em São Luís só os ricos tem medicina e educação de excelente qualidade.

Querem um exemplo do que esse tipo de preconceito do piauiense contra o maranhense pode contribuir para que o estado do Piauí não seja favorecido com o crescimento do Maranhão? Eu dou: agora mesmo, o Ministério de Minas e Energia (MME) acaba de aprovar um plano que permitirá ao Maranhão exportar através de uma gasoduto de 700 km para o estado do Pará, o excedente da produção de gás produzido pelo poço de Santo Antonio dos Lopes. Quando deveria exportar parte desse gás para o Piauí. Outro exemplo, o Maranhão vai promover o primeiro Festival de Folclore Internacional e o estado do Piauí sequer foi cogitado para participar desse importante evento. O problema de energia do estado do Piauí também serve como exemplo, o já poderia ter sido solucionado se existisse uma maior aproximação entre piauienses e maranhenses. Cito só esses dois exemplos, para não me estender muito.

O comportamento do secretário de saúde do Maranhão com relação ao seu companheiro piauiense foi deselegante, até grosseiro, mas não podemos julgar um povo tão acolhedor como o maranhense, pelo comportamento de uma simples pessoa. 

O Vale do Rio Parnaíba, a exemplo do Vale do São Francisco poderia já ter a sua própria companhia de desenvolvimento se os políticos desses dois estados se unissem para a sua criação. Este é um bom momento para que os políticos de ambos os estados criem pontes que aproximem esses dois estados irmãos.

O advogado e defensor público Nelson Nery Costa que faz doutorado em ciências públicas no Maranhão e acaba de ser homenageado como cidadão maranhense, no seu discurso de agradecimento disse que maranhenses e piauienses tem uma forte ligação, porque o Piauí é uma costela do Maranhão e nasceu do Maranhão.


Só voltei a esse assunto, porque a imprensa piauiense que deveria tentar melhorar essa relação, sempre que surge uma oportunidade, ela investe em acirrar os ânimos entre esses dois povos que teriam muito mais a ganhar se buscassem uma maior aproximação e a formação de parcerias em setores onde a cooperação poderia encontrar um terreno fértil.

Só o mercado salva a economia

“Qualquer programa de gasto social deveria ter alguma fonte de financiamento compensatória, sob a forma de aumento da receita tributária ou de redução de gastos públicos”. (Alan Greenspan)
   
O consumo há anos salva a economia, graças ao crédito mais barato e amplamente disponível, mas a inflação alta levou o Banco Central (BC) a retomar a trajetória de alta dos juros.

Sem consumo, a economia pára naturalmente, porque o ciclo econômico formado pela produção, distribuição e consumo não fecham.

As medidas de ajustes da economia brasileira anunciadas pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy, embora sejam necessárias para colocar a nossa economia nos trilhos, no primeiro momento ameaçam o futuro das conquistas sociais que o povo brasileiro alcançou sob os governos petistas, como a redução do programa Bolsa Família que retirou milhões de brasileiros da extrema pobreza.

Diante de um quadro turbulento, onde o país parece está à deriva, não custa nada insistir na tese da convocação de um pacto inspirado no Pacto de Moncloa que permitiu à Espanha reconciliar-se consigo mesma. 

A desoneração da produção adotada pela presidenta Dilma Rousseff em meio à crise financeira internacional que colocou de joelhos muitos países, principalmente os da zona do euro, foi oportuna e necessária, mas o Governo Federal deixou de adotar outras medidas que diminuísse o efeito do impacto da desoneração sobre os repasses do FPE e FPM.

Os estados e as prefeituras com as perdas de receitas provocadas pela desoneração estão de pires na mão e o governo central sem poder socorrê-los. Isso ajuda a piorar uma crise financeira que somada aos escândalos de corrupção colocam o Brasil numa situação de extremo risco.

A paralisação dos caminhoneiros em várias partes do país é um grito de alerta para o que vem por ai.  

Joachim Arouche

domingo, 1 de março de 2015

O carnaval brasileiro está morrendo

Já passado quase uma semana do fim carnaval brasileiro é tempo de fazermos uma breve avaliação sobre essa festa que a cada ano que passa menos popular ela se torna, porque os ricos se apoderaram dessa festa que tinha um caráter eminentemente popular e a transformaram num espetáculo monumental, mas que dispensa a presença do povão.

Nas escolas de samba - que hoje representam o nosso carnaval, os pobres não passam de simples figurantes ou empurradores de carros alegóricos que conduzem as celebridades.

O carnaval piauiense que nunca teve à tradição de ser um grande carnaval, para reduzir ainda mais a sua importância, recriou o corso, um elemento do carnaval que se destacou no passado, como sendo um espaço reservado só para a elite, porque os seus integrantes brinca o carnaval em cima de automóveis. E no inicio do século só os muito ricos eram proprietários de desse tipo de veículo.

E hoje o que resta do carnaval brasileiro autêntico, nós só encontramos nos estados de Pernambuco e Maranhão. Esses dois estados que num passado recente eram considerados o segundo e terceiro lugares. Com o estado do Rio de Janeiro, ocupando o primeiro lugar, uma posição que ainda hoje mantém. 
     

Joãozinho Trinta, o carnavalesco que promoveu o nosso carnaval à condição de uma das maravilhas do mundo, não viveu tempo suficiente para se arrepender do grande mal que fez ao carnaval festa do povo.  

CODEVASF faz ponte e ignora agricultura

Com o Partido Progressista (PP), cujo presidente nacional é o senador piauiense Ciro Nogueira, indicando o novo presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, Parnaíba, Mearim e Itapecuru, espera-se que essa empresa de fomento cumpra nos estados do Piauí e Maranhão a sua verdadeira missão, que é promover o desenvolvimento regional, com ênfase no incentivo à produção de fruticultura irrigada e hortifrutigranjeiros.

Os vales do Parnaíba, Mearim e Itapecuru nos estados do Piauí e Maranhão até aqui ainda não produziram um mamão irrigado sequer com assistência técnica dessa que poderia ser uma importante alavanca para o desenvolvimento de um setor que nesses dois estados nordestinos ainda são dependentes dos estados de Pernambuco, Ceará e dos estados da região Sudeste.

O município de São Raimundo Nonato que fica no semiárido piauiense, uma região que só produz cultura de ciclo curto como feijão, ao invés de receber incentivos (recursos financeiros e assistência técnica) para produzir culturas irrigadas , o que a CODEVASF realiza no Vale do São Francisco.


Como obra de mobilidade urbana, essa ponte sobre o rio Piauí é importante, mas para um município que produz muito pouco em matéria de alimentos, a CODEVASF ajudaria ao Piauí, incentivando a produção de alimentos irrigados.        

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os saqueadores do país

Diz um samba popular no seu refrão que “se gritar pega ladrão não fica um meu irmão”.  Esse samba feito há várias décadas já se preocupava com a nossa cultura de povo corrupto.

O Mensalão e o Petrolão são manifestações de uma cultura que transforma os nossos políticos em corruptos potenciais.  Uma cultura que se fortalece a cada dia pela sensação e o clima de impunidade que reina no país.


O julgamento do Mensalão liderado pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o hoje ex-ministro Joaquim Barbosa alimentou por pouco tempo no povo brasileiro o sentimento de mudança de atitude do nosso homem público, mas tudo não passou de uma esperança vã, porque o escândalo da Petrobras, mais conhecido como Petrolão jogou por terra esse nosso sonho de construção de uma nação digna.

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Só salários baixos tornam os produtos competitivos

É óbvio que investimentos em qualificação profissional ajudam a produzir um produto de boa qualidade, o que torna esse produto mais competitivo, mas o elemento fundamental na composição do preço de modo a torná-lo mais competitivo é o seu baixo preço. Só isso explica a enorme capacidade de competir dos produtos chineses - que produzidos a milhares de quilômetros do Brasil, ainda conseguem ser vendidos no mercado brasileiro por preços escandalosamente mais acessíveis do que os nossos.

Dos países que formam o BRICs, a China e a Índia são os mais competitivos, porque conseguem produzir produtos de qualidade e baratos, pois ocorre que os salários praticados nesses dois países são aviltantes e o nível de qualificação da mão de obra chinesa e indiana é muito elevado devido o alto nível de escolaridade dos trabalhadores chineses e indianos, sobretudo, no campo da informática e da automação.

Reduzir salários no Brasil é algo impensável, haja vista, o padrão de vida alcançado pelo brasileiro nas últimas décadas se comparado aos outros países que formam o BRICs.

A única saída para o Brasil é investir em novas tecnologias, assim como faz os EUA e a Alemanha que também investe em química fina, um setor que domina completamente. Isso explica a condição da Alemanha de motor da economia da zona do euro.
                     
Joachim Arouche 

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Ouvindo Tetê Espíndola

A música da cantora e compositora mato-grossense Tetê Espíndola me inspira e deixa a minha alma tranqüila. É como um balsamo benigno que nos penetra relaxando, deixando-nos interiormente pleno e harmonizado com todo o ambiente circundante.

Na música Cuiabá, Tetê Espíndola pinta um quadro naturalista, onde está retratado um ambiente formado por todos os elementos da natureza: os pássaros, à água e abundância, a floresta e o homem que completa o cenário.

Tetê Espíndola que tem pássaros na garganta tem a voz mais linda deste país e canta que é puro sentimento. 

A voz maviosa de Tetê Espíndola e as letras das suas músicas que traduzem a vida no campo me fazem sentir parte integrante de uma vida que só se experimenta em contato direto com a natureza.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Papa Francisco: “Sejam revolucionários”

A revolução quem está fazendo são os jovens excluídos e inocentes. Aqueles que se viciam em drogas e como não têm emprego formal, uns se empregam na indústria do tráfico e outros ingressam no exército da contravenção e passam a ‘meter bronca’ e ai vem a policia e os mata como que para promover dar uma satisfação à sociedade que paga impostos e exige segurança.

Os jovens pobres que enveredam pelo mundo da contravenção e das drogas são os revolucionários sem rostos e sem uma causa aparente. É que o estado brasileiro não lhes ofereceu outra opção que não seja uma vida marginal e breve.

Os jovens que habitam as periferias das grandes e médias cidades brasileiras sobrevivem de biscates e de uma indústria que cresce à margem do mundo dito civilizado.

É óbvio que essa convocação do Papa Francisco é para uma revolução da salvação e de uma vida digna. 

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Uma vida simples exige muito pouco

A vida simples é um estilo de vida que vem sendo adotado por pessoas que pensam o planeta Terra, como um organismo vivo e que de tão exigido pela sociedade de consumo está sendo exaurido, de modo que os recursos e bens naturais vêm desaparecendo numa velocidade preocupante.

Viver de maneira simples é viver com o pouco, necessário e indispensável para a nossa subsistência, o que dispensa o aumento da produção de bens e serviços - que toda vez que aumentam as suas produções, a Terra é penalizada e sacrificada.   

A vida no interior favorece esse estilo de vida, porque o meio é pouco exigente e o acesso ao que a sociedade moderna classifica como conforto e bem estar não está disponível.

Viver de maneira simples é descartar tudo o que é supérfluo, dispensável e que exige do ser humano um grande esforço para se adquirir e que exaure a natureza.

No campo ou nas cidades de porte pequeno ou médio, o homem leva uma vida num ritmo mais lento o que lhe permite usufruir do que a natureza nos oferece em termos de beleza, simplicidade e calmaria.

Poder respirar o ar puro, olhar o céu e poder vê-lo estrelado; ouvir o cantar dos pássaros no seu ambiente natural valoriza a vida simples e isso nos permite viver sem pesadelos e sem as neuroses que a vida louca dos grandes centros nos impõe.    

Toda vez que eu abro a janela da minha casa pela manhã me deparo com pés de umbuzeiro carregados de frutos. Uma imagem que vale mais do que todos os prazeres artificiais que a vida nos grandes centros nos proporciona.   

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Uma política de turismo para o Piauí

Pinturas rupestres da Serra da Capivara em Cel. José Dias e São Raimundo Nonato 
Os sucessivos governos do estado do Piauí sempre investiram em turismo de maneira errada, ou seja, ao invés de promover este estado para fora, o promoviam internamente, divulgando este estado para os próprios piauienses, como por exemplo, atraindo os piauienses para as belezas das praias de Luiz Correia e o Delta do Parnaíba no período de férias.

O Piauí com o seu rico potencial turístico tem que investir muito na divulgação das suas potencialidades no setor que mais emprega em todo o mundo.  

A secretaria de Turismo deve montar um pacote que inclua a Serra da Capivara, a Serra das Confusões, Sete Cidades e a parte que lhe cabe no Delta do Rio Parnaíba e as praias belíssimas de Luiz Correia.

O município de São Raimundo Nonato, onde está localizado a Serra da Capivara, que juntamente com a Serra das Confusões formam uma atração única e todo o mundo, com a entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional de São Raimundo Nonato poderá funcionar como o Portão de entrada de turistas no Piauí. 


Serra das Confusões (município de Caracol Piauí)

Em TemPO:

A arqueóloga Niéde Guidon que colocou o Piauí no Mapa Mundi poderia ser convocada para prestar mais um grande serviço ao nosso estado, ela que sabe como ninguém se relacionar com todas as mídias e vender bem um produto.  

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