segunda-feira, 28 de julho de 2014

Escândalo do aeroporto preocupa apoiadores da Aécio no RS

Foto: Orlando Britto
Setores ligados ao PP gaúcho estão preocupados com possíveis respingos do escândalo do aeroporto, envolvendo Aécio Neves na campanha da senadora Ana Amélia Lemos (PP) para o governo do Estado. A preocupação é que o alinhamento entre a campanha da senadora gaúcha e do senador mineiro possa virar um problema a partir do caso do aeroporto de Claudio. A denúncia do aeroporto construído na fazenda que pertencia ao tio de Aécio Neves com dinheiro público teria atingido negativamente a candidatura do tucano, segundo informes publicados na imprensa. A Folha de S. Paulo dedicou um editorial ao assunto neste domingo.
O senador deve vir a Porto Alegre no próximo dia 2 de agosto para um ato político da campanha de Ana Amélia que está sendo chamado de “Encontro da Esperança”. A senadora comemora a vinda do candidato tucano em sua página no Facebook:  “Aécio Neves confirmou que estará comigo no dia 2 de agosto no Gigantinho”.
O discurso do “modelo de gestão” apregoado pelos partidários do senador mineiro, e repetido no RS pela campanha da senadora, sofreu um baque com a divulgação das notícias envolvendo a construção do aeroporto de Claudio em uma fazenda que pertencia a um parente de Aécio, a apenas 50 quilômetros de um outro aeroporto já construído em Divinópolis. conteúdo: rsurgente

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

Aécio Neves e a sua "Bolsa família"

Aécio e sua “bolsa família”: Parasitismo estatal para si, liberalismo para os outros (Luis Carlos da Silva)
Do Viomundo
Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente.
Mas, entremos no clima por ele proposto.


Aécio, de fato, não precisa se preocupar com seu padrão de vida. Ganhando ou perdendo eleições. Aliás, nunca se preocupou. Descendente das oligarquias conservadoras mineiras, que foram geradas nas entranhas do Estado, desde o império, ele não tem a menor ideia do que seja empreender na iniciativa privada. Do que seja arriscar em negócios e disputas de mercado. Do que seja encarar uma falência, uma cobrança bancária, uma perda de patrimônio.


Pasmem: é esse o candidato que faz apologia do livre mercado, da iniciativa individual como base para a ascensão social e da ideia do “cada um por si” como critério de sobrevivência na selva do capitalismo contemporâneo.


Até sua carreira eleitoral tem como fato gerador a agonia terminal do avô, cuja morte “coincidiu” com o dia de Tiradentes . Seu primeiro cargo eletivo é tributário disso: em 1986 ele obteve mais de 200 mil votos para deputado federal sem lastro político próprio. Quatro anos mais tarde, distante do “fato gerador”, ele se reelegeu com magros 42.412 votos.

Reitera-se: trata-se de um “diminuto resumo”. A história de seus avós paternos e maternos é a reprodução integral de como foram formadas as elites mineiras: indispensável vínculo estatal (cargos de confiança no Executivo, cartório e muita influência no Judiciário), formação de patrimônio fundiário à base da incorporação de terras devolutas e estreitas ligações com carreiras parlamentares.


O pai, Aécio Cunha, por exemplo, morava no Rio de Janeiro quando,  em 1952 retorna a Belo Horizonte e, com 27 anos de idade, em 1954,  “elegeu-se deputado estadual, pela região do Mucuri e do Médio Jequitinhonha, ainda que pouco conhecesse a região (…)” conforme descrição no Wikipédia. Seus oito mandatos parlamentares nasceram de sua ascendência oligarca. Do avô materno, Tancredo, dispensa-se maiores apresentações. Atípico sobrevivente de várias crises institucionais que levaram presidentes à morte, à deposição e ao exílio, Tancredo Neves sempre esteve na “crista da onda”. Nunca como empresário. Quase sempre como interlocutor confiável dos que quebravam a normalidade democrática.


Aécio Neves, por sua vez, era um bon vivant quando passa a secretariar o avô, governador de Minas Gerais, a partir de 1983. Nunca foi empresário, nunca prestou concurso público, nunca chefiou nenhum empreendimento privado. Sua famosa rádio “Arco Íris” foi um presente de José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Boa parte de seu patrimônio é herança familiar construída pelo que se relatou anteriormente. O caso do aeroporto do município mineiro de Cláudio é apenas mais uma ponta do iceberg.


Enfim, ele é isso: um produto estatal que prega liberalismo, competição, livre mercado… para os outros. Uma contradição em movimento. Herdeiro, portanto, de uma típica “bolsa família”; só que orientada para poucos.


Aliás, esse parasitismo estatal é característico da maior parte das elites brasileiras. Paradoxal é defenderem os valores neoliberais.



Luis Carlos da Silva é sociólogo e assessor do bloco Minas Sem Censura

Compay Segundo - Ao vivo no Olympia Paris



Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

Algumas considerações para não retrocedermos

Quem me acompanha através dos meus blogs e das mídias sociais (Twitter e Facebook) já deve ter percebido a mudança radical que se operou na minha maneira de ver e escrever sobre a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência de república.

Quem observou essa minha súbita mudança deve estar se perguntando: o que deu nesse blogueiro para, de uma hora para outra, ter mudado de lado? O termo é esse mesmo: mudar de lado. Sem fazer-me de rogado ou difícil eu respondo a essa pergunta: Mudei após refletir bastante sobre o momento político que o Brasil está vivendo e também sobre os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. Estes que me lembro bem não foram melhores em nenhum aspecto do que os governos petistas. Por exemplo, foram os tucanos, que tanto lamentam o PT há tantos anos no poder, que instituiram a reeleição no país para obter êxito na segunda candidatura de FHC. A reeleição, que para muita gente, contribui para a onda de corrupção que tomou conta do país.   

Outro ponto que merece ser destacado em termos de comparação são as prioridades de cada um deles. Para os governos do PSDB, a prioridade foram às elites. Já para o PT a prioridade são os pobres, os moradores da periferia, dos morros e das palafitas. Não há como negar, mesmo com todos os problemas que sempre apontei nos governs petistas, que foram governos muito mais voltados para os mais pobres buscando lhes dar condição de ascenção.

Os governos FHC salvaram os bancos através do PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional). Já Lula e Dilma tiraram milhões de brasileiros da indigência e salvaram da morte iminente, por desnutrição. Questão primária que qualquer governo minimamente sério deve tentar resolver imediatamente. É preciso reconhecer que houve esse esforço no governo petista.


Eleger um tucano para governar o Brasil é dar um passo atrás quando devemos avançar mais no sentido da incorporação daqueles que ainda levam uma vida indigna para um mundo da cidadania plena. O PT está longe de estar salvo de críticas e muitas das que eu fiz aqui nos últimos meses reitero mas preciso reconhecer também os passos dados adiante.

Sabemos que o Brasil possui uma dívida histórica com a população negra e atualmente os passos rumo a uma maior justiça com essas pessoas é maior. Hoje em dia, facilmente cruzamos com negros nos corredores das universidades públicas e privadas, que estão ali não como serviçais mas como estudantes universitários. É algo notório até mesmo na publicidade – nicho de mercado antes destinado somente para brancos – em que hoje nos deparamos com uma diversidade racial muito maior presente. Ainda há muito o que avançar nesse sentido mas percebo claramente a evolução no sentido de promover justiça social desde os governos federais petistas. Para os que estão na duvida, é por um motivo como esse que mudei de lado.       

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

Djavan - Fato Consumado



Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

O deputado Deusimar Tererê não é mais o porta-voz

Deputado Deusimar
O deputado estadual provisório Deusimar Tererê (PSDB), que até momentos antes do PMDB ‘fechar negócio’ com o PSDB vivia frequentando a mídia como porta-voz do governo estadual sumiu dos holofotes da imprensa, como por encanto.

Com o descarte de Deusimar Tererê, quem assumiu a sua função foi o deputado estadual João Madson (PMDB), que acaba de levar uma rasteira do prefeito do município de Corrente, Jesualdo Cavalcanti que preferiu marchar com a oposição, ou seja, apoiar às candidaturas de Wellington Dias, Elmano Férrer e Fernando Monteiro.

O deputado Deusimar Tererê que agora está sendo ignorado pela mídia, após a ascensão de João Madson, deve está tentando digerir essa ingratidão que acaba de sofrer.

Tererê como é mais conhecido esse político da Parnaíba, ao ser preterido pelo ‘sistema’ deve ter caído na real e percebido, embora tardiamente que a elite do seu município e a elite política piauiense não o tinha como um dos seus membros.     

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

Repórter que denunciou Mensalão na AGESPISA está de volta

A denuncia feita hoje pelo repórter Washington Raulino no programa Balanço Geral, da TV Antena 10, é NITROGLICRINA PURA. Aguardem a divulgação dos nomes dos jornalistas venais

O repórter Wellington Raulino, da TV Antena 10, denunciou ao vivo a existência de um esquema montado na AGESPISA - Empresa de Água e Esgotos do Piauí S/A -, para pagar repórteres, comentaristas e apresentadores de televisão que aceitam vender uma imagem positiva da privatização da empresa. Segundo esse repórter, o faturamento de cada um desses profissionais da comunicação varia entre R$ 5 mil e R$ 12 mil mensais.

Wellington Raulino prometeu para o dia de amanhã, 28, a divulgação nominal dos profissionais da imprensa piauiense que fazem parte de um esquema que visa favorecer a venda do "filé mignon" da AGESPISA para a iniciativa privada.

A denuncia é da maior gravidade e deve ser investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que deve solicitar a ajuda da Polícia Federal, por tratar-se de uma empresa que recebe recursos federais para que sejam aplicados em saneamento básico, para investigar esse esquema.

A denuncia feita hoje pelo repórter Wellington Raulino no programa Balanço Geral, da TV Antena 10, é NITROGLICRINA PURA. Aguardem a divulgação dos nomes dos jornalistas venais. (com informações do Portal AZ - Dom Severino).

Em TemPo:

Esta matéria está sendo reproduzida, porque, o repórter em questão, após fazer essa grave denuncia sumiu do vídeo por um longo tempo, o tempo necessário para que essa denúncia caísse no esquecimento. Como de fato ocorreu. Mas ele caba de retornar ao vídeo e eis que surge a oportunidade no ministério público interpelá-lo. Essa denuncia foi feita em dezembro de 2012 pelo repórter Washington Raulino no programa Balanço Gera da TV Cidade Verde. 

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz 

domingo, 27 de julho de 2014

A farra dos contracheques não sai da mídia

“Para se ter uma ideia, quando assumimos o Estado reduzimos o número de contracheques em mais de 400. Hoje estamos trabalhando abaixo de 100 mil contracheques”. (palavras do secretário de administração do estado do Piauí sobre a Farra dos contracheques)

Se a situação financeira do estado do Piauí fosse realmente confortável, como tenta convencer  o secretário João Sousa do Tribunal de Contas do Estado (TCE), não teria sugerido a demissão de servidores contratados e o estado não estaria tentando se adequar aquilo que recomenda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Nós estamos tomando algumas medidas. As horas-extras permanecerão de acordo com o teto do mês de julho e não haverá novas contratações, salvo os concursados que podem ser nomeados dentro do limite prudencial”, acrescentou o secretário João Sousa.

Para colocar mais lenha na fogueira e esquentar ainda mais o debate político, leia o que diz o ex-diretor do IAPEP, o médico Flávio Nogueira sobre a situação do estado do Piauí e quem fala o faz com conhecimento de causa: “O Piauí nunca esteve em ótimas condições. “É certo que ele [Wellington] ajudou no equilíbrio das contas do Estado, mas nunca ‘estivemos uma maravilha’, diferentemente do que foi dito, Zé Filho e Wilson não quebraram o Piauí, eles mantiveram o que foi feito anteriormente”.

Só uma auditoria independente poderia revelar para os piauienses a verdadeira situação de um estado onde, nos últimos dias, só se fala em atraso de pagamento de servidores e fornecedores; uma situação que se julgava já ser coisa de um passado que ninguém deseja ver se repetir.    

Analisando as manifestações do secretário João Sousa e do ex-diretor do IAPEP sobre esse falatório, confesso que fico com a sugestão do TCE. Repito o que já havia escrito antes aqui neste mesmo espaço: Onde há fumaça, há fogo! Uma coisa é certa, quase todos os governadores, na tentativa de se elegerem senadores, perdem a noção do perigo e abusam de fazer gentileza com o chapéu alheio.

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAz