quarta-feira, 19 de junho de 2013

Alckmin e Haddad farão anúncio conjunto sobre tarifas em SP

BRUNO BOGHOSSIAN
DO PAINEL

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciarão às 18h desta quarta-feira uma medida conjunta para reduzir a tarifa de transporte público em São Paulo.

A decisão foi tomada diante do aumento das manifestações contra o alto custo dos bilhetes de ônibus, trem e metrô na capital e no Estado.

O anúncio será feito no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Por volta das 17h20, Haddad já estava a caminho do Bandeirantes com assessores.

Ontem, ocorreu o sexto protesto contra as tarifas na capital paulista. O ato começou de forma pacífica na praça da Sé, mas um grupo mais exaltado atravessou a grades que faziam o isolamento na frente da prefeitura e atiraram objetos contra os guadas-civis que faziam um cordão na frente do prédio. Ao menos dois guardas ficaram feridos.

Houve ainda pichações ao prédio da prefeitura e bandeiras hasteadas na frente do prédio foram arrancadas. Mais tarde, um grupo de pessoas ainda depredou e saqueou lojas da região central. Até a madrugada, ao menos, 63 pessoas tinham sido detidas. Fonte: Folha Online.

Frase do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ)

"O Brasil neste momento discute a delinquência do político brasileiro". 

Essa frase acima do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), pronunciada no dia de hoje (19/06), diretamente do plenário da Câmara Federal, foi uma manifestação desse parlamentar fluminense sobre o esvaziamento do plenário dessa casa, num momento em que o Brasil inteiro está sendo tomado por manifestantes que protestam contra o aumento abusivo das tarifas do transporte coletivo e os gastos absurdos que estão sendo feitos pelo governo federal, com estádios de futebol, que não opinião do deputado federal Ivan valete (PSOL-SP), são verdadeiros elefantes brancos. Com essas suas manifestações esses deputados demonstram as suas insatisfações com a inversão de prioridades que faz o governo da presidente Dilma Rousseff. Manifestações essas com as quase o país concorda. Prioridades são ou deveriam ser, fazer investimentos em transporte, educação, saúde se segurança pública.  (Tomazia Arouche)

Subiu no telhado proposta que esvazia o MPF

Os protestos que enchem as ruas provocam nos congressistas estranhas sensações. Quem imagina que sabe mais ou menos o que a rapaziada deseja, teme. Quem acredita que sabe um pouco mais, tem vontade de ficar em casa. Quem está convencido de que sabe tudo, tranca-se no armário. Dá-se a isso o nome de medo.
Entre as placas que ilustram as manifestações de São Paulo e do Rio estão as que combatem a PEC 37. Trata-se daquela emenda constitucional que concede às polícias federal e civil o monopólio da investação penal. Estava combinado que os deputados aprovariam a proposta na quarta-feira (26) da semana que vem. Porém, já não há tanta certeza. O medo do meio-fio fez a PEC subir no telhado.
Reunido nesta terça-feira (18), o Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, forneceu munição aos manifestantes. Divulgou documento batrizado de “Carta de Brasília”. O texto pode ser lido aqui, A certa altura, realça que o Ministério Público não será a única vítima da PEC.
Diz o texto: “A ineficiência da investigação de crimes aumentará porque os atos investigatórios da Receita Federal, do TCU, da CGU, do INSS, da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do COAF, do CADE e da SDE, da ANP, do Banco Central, da Receita Federal e dos órgão ambientais, não poderão ser apresentados diretamente ao Ministério Público.” Fonte: blog do Josias

Todo cuidado é pouco com os 'infiltrados nos protestos'!

"O político desonesto procura sempre jogar a opinião pública contras os manifestantes".

Esses vândalos que destroem o patrimônio privado devem ser pessoas infiltradas pelos governos, para criar um sentimento e um clima de animosidade contra um movimento, que visa unicamente melhorar a condição vida dos brasileiros.

Eu particularmente, não acredito que manifestantes bem intencionados sejam capazes de dar prejuízos a negociantes, como donos de bancas de revista, lojas e bares.  Quem ganha esse movimento com esse tipo de atitude?Ninguém! Então, isso não interessa a quem tem sérios propósitos.

No Brasil, os governos, via de regra, não trabalham pelo bem coletivo, mas, pelos interesses de grupos e dos familiares dos governantes.

Os governantes no caso especifico do aumento da tarifa do transporte coletivo, só falam da incapacidade do governo em recuar diante da decisão de aumentar o preço da passagem, nunca eles propõem reunir os lideres do movimento com empresários para abrir a caixa preta que é a planilha de custos das empresas de transporte coletivo. Sabe por quê? Porque os maiores financiadores de campanha dos políticos em geral, são empresários desse setor.

É fácil identificar os infiltrados, porque são sempre os mais afoitos. É que eles estão ali cumprindo uma determinação e são pessoas conhecidas do sistema. Eles devem portar até uma identificação. 

CHRIS BROWN - Kiss Kiss ft. T-Pain

Manifestantes são 'filhos rebeldes' de Lula e Dilma, diz 'El País'

Lula e Dilma devem querer dialogar com 'filhos rebeldes'
Um artigo de opinião publicado no portal do jornal espanhol El País diz que os protestos que sacodem o Brasil são os "filhos rebeldes" do ex-presidente Lula e da atual mandatária Dilma Rousseff.

"Lula e Dilma são como pais que se sentem orgulhosos de ver seus filhos saírem da penúria, ingressarem na universidade e poderem levar no bolso um celular e as chaves de uma moto ou de um carro", diz o artigo, assinado pelo correspondente Juan Arias.

"Os filhos cresceram, começaram a saber mais coisas da vida e da política de seus pais, e a dominar melhor que eles (os pais) todos os labirintos endiabrados da tecnologia da informação moderna".

Em sua analogia, Arias diz que, ao crescerem, "os filhos" começaram a fazer perguntas ao pais e, "pior", começaram a discordar deles.
"Chegaram ao extremo de reclamar do que ainda não tinham ganhado ou de que o que tinham estava estragado, diziam que o brinquedo não funcionava bem".

O texto menciona que Lula chegou a elogiar o sistema de saúde do Brasil com uma frase que "hoje ele preferiria esquecer". Segundo o artigo, em uma ocasião, o ex-presidente teria dito que o sistema teria chegado "quase à perfeição" e que no Brasil "algumas pessoas tinham até vontade de ficar doentes para desfrutar de um hospital".
"Os filhos um dia foram a esses hospitais e viram que era melhor estar saudáveis", diz o texto.

'Precisamos ouvi-los'

O artigo do El País ainda diz que os "filhos", que "subiam nos ônibus pagando caro, sendo empurrados, alguns tentando entrar pelas janelas, 'eles' com perigo de serem assaltados e 'elas' abusadas sexualmente, em vez de alegrarem-se com os estádios de primeiro mundo começaram a dizer que poderiam abrir mão da Copa, mas não de transportes, escolas, e hospitais dignos".

O texto diz que a reação da presidente, que afirmou na terça-feira que o governo "está atento às vozes que pedem mudanças", se assemelha ao tom de pais que, quando conversam sobre os filhos que se rebelam, dizem entre si: "precisamos ouvi-los".

O correspondente estima que todos esses assuntos que foram levantados durante os protestos devem ter dominado o encontro de Dilma e Lula na terça-feira à noite.

"Sem dúvida, Dilma e Lula terão saído do encontro com essa vontade de escutar, de dialogar com os filhos rebeldes", diz o artigo, acrescentando que o temor agora é de que talvez os filhos já não queiram conversa e prefiram falar por si mesmos.

"É um momento difícil e ao mesmo tempo apaixonante que o Brasil atravessa. Os aspectos positivos dos protestos que já abraçam quase o país inteiro poderiam servir de exemplo aos países vizinhos".

Sem palavras, pelo cartunista Izânio Façanha

IZÂNIO FAÇANHA é um cartunista piauiense. Fonte: claudiohumberto.com.br

O MPL que catalisa outras insatisfações é quase uma unanimidade nacional

“O povo não é vagão, é a própria locomotiva de seu destino. (Carlos Ayres Britto é um ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal)

Esse sentimento expresso pelo hoje advogado e poeta Carlos Ayres Britto, expressa um sentimento generalizado em todo o país, de insatisfação com o Brasil atual. Com um país onde a impunidade e a corrupção extrapolaram todos os limites aceitáveis e suportáveis.

Pessoas que estavam paradas no caos diário que é o transito da cidade de São Paulo, embora com pressa de chegarem casa, mesmo assim ao serem entrevistadas emprestavam solidariedade aos estudantes e trabalhadores que estão saindo às ruas para protestarem contra as políticas publicas que vem sendo adotadas pelos nossos governantes e o clima de insegurança e impunidade reinante no Brasil.

Se nada for feito para impedir essa nossa caminhada rumo ao abismo, ninguém neste país estará a salvo da tragédia anunciada. Até bem pouco tempo neste país, o ladrão comum, assaltava a sua vitima e a deixa ir embora. Mais recentemente, o bandido assalta a sua vitima e ainda tira a sua vida.

Precisamos unirmo-nos, para impedir, que o nosso ir e vir, seja comprometido.

Pressão psicológica e física não combina com civilidade e democracia

“O policia militar que tem coração e consciência política, deve ir para as ruas reprimir estudantes e trabalhadores com o coração partido, porque as lutam pela redução da tarifa de ônibus e pela moralização do país, também lhes interessas, uma vez que a sua família vive no Brasil”. (Tomazia Arouche)

A maneira arrogante como os comandantes das policias militares se dirigem ao povo brasileiro, não combina com espírito democrático e civilidade. É que a policia que existe para proteger e oferecer segurança ao cidadão brasileiro age em determinados momentos como verdugos e não como guardiães da sociedade.

Nessa história de comportamentos antidemocráticos das nossas policias, os menos comprometidos, são os soldados, cabos, sargentos e oficiais, que cumprem ordens superiores, que caso não sejam executadas a risca, o desobediente sofre os rigores de a disciplina militar vigente. Militares subalternos que sofrem os mesmos problemas vividos por estudantes e trabalhadores. Soldados e Bombeiros Militares, com exceção daqueles que integram a Policia Militar do Distrito Federal (DF) percebem salários de miséria, que os obriga a viverem nas periferias das cidades e a usarem transporte coletivo.

No estado do Piauí, só o anuncio da realização de uma manifestação, já levou o porta voz da Policia Militar deste estado, a ir para a televisão e de maneira contundente afirmar que toda a manifestação será filmada em todo o seu trajeto e nos seus mínimos detalhes. Agora Pasmem! Uma Policia Militar, cujos soldados percebem salários aviltantes, sobra dinheiro para comprar centenas de filmadoras de última geração, para monitorar a caminhada de estudantes e trabalhadores.

Em TemPo:

O arroz de festa, o advogado Tadeu Maia da OAB-PI, já circula por todas as emissoras de televisão de Teresina, ditando ordens, como se a instituição a que pertence esse senhor, estivesse à frente dessa manifestação que está sendo programada para o dia de amanhã. Aviso aos estudantes e trabalhadores: vocês podem ir levando o que quiserem: faixas de partidos, do GLBT, do MST, do PSTU e do PSOL e até do Movimento Ruralista. Afinal de contas, essa manifestação não tem um comando e a sua mobilização está sendo feita pelas redes sociais. A OAB-PI não tem autoridade para determinar nada. Ela pode e deve participar, como qualquer outra instituição.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestantes saem às ruas para protestar no Acre

A manifestação é em apoio aos protestos que acontecem em todo o país. Organização pediu que adereços partidários não fossem levados ao ato.

Duaine Rodrigues e Veriana RibeiroDo G1 AC

Manifestantes protestam no centro de Rio Branco (Foto: Rayssa Natani/G1)
O movimento 'Vem Pra Rua Acre' já começou a reunir manifestantes em frente ao Terminal Urbano de Rio Branco nesta terça-feira (18). Centenas de pessoas estão reunidas no local e portando faixas com mensagens de protesto contra aquilo que entendem ser problemas que precisam ser resolvidos no estado e no país.

A organização do manifesto exigiu, através da comunidade criada numa rede social, que os participantes do ato não levassem adereços partidários e evitassem o vandalismo, desrespeito e preconceito em geral.

A manifestação vai seguir rumo ao Palácio de Rio Branco. O movimento apoia os protestos que acontecem em todo o país. Na segunda-feira (17), uma população de cerca de 240 mil pessoas fez protestos simultâneos reivindicando melhorias em diversos setores do país e contra a corrupção na política, em 26 cidades brasileiras, sendo 11 capitais.

Manifestantes no Acre foram até às escadarias do Palácio do Governo (Foto: Rayssa Natani/G1)