sábado, 19 de abril de 2014

“Espero que África se converta na locomotiva da UE”

A quarta cúpula União Européia - África reuniu 40 chefes de Estado e de Governo africanos juntamente com os homólogos europeus, no início de abril, em Bruxelas. Na agenda, assuntos como a crise na República Centro Africana ou a prosperidade no continente.
A União Européia, com mais de metade do total dos investimentos, continua a ser uma base para apoiar este desenvolvimento. Os 28 países comprometeram-se em financiar com 800 milhões de euros um plano para a paz e a estabilidade, colocado em marcha pela União Africana, cujo Presidente é atualmente o chefe de Estado da Mauritânia. Mohamed Ould Abdel Aziz concedeu para o  Euronews.

François Chignac, Euronews: Nos próximos anos avizinham-se taxas de crescimento que são mais positivas no continente africano. A média global no continente está em 5%. Neste contexto, no século XXI, é preciso por em marcha novas relações com a União Européia?

Mohamed Ould Abdel Aziz: Presidente da Mauritânia: As relações devem continuar, mas devemos melhorá-las e colocá-las num contexto em que ambas as parte saiam vencedoras. Julgo que é útil para os dois continentes. Acredito que continuamos precisando um do outro. Somos continentes complementares.
Euronews: A União Européia e o resto do mundo compreenderam que precisam serem tomadas verdadeiramente decisões de emergência para a África, uma emergência econômica?
Mohamed Ould Abdel Aziz : Acredito que sim, estão prestes a compreendê-lo porque é visível. Julgo que uma taxa de crescimento com uma média de 5% é visível. Devemos acompanhar, um pouco, a evolução deste mundo. E estamos prestes a fazê-lo. Pode até ser lentamente, mas fazemos de certeza.
Euronews: É preciso verificar verdadeiramente aos fatos.
Mohamed Ould Abdel Aziz: Durante esta década, registraram-se muitos problemas, na Europa na África. Problemas de instabilidade, de insegurança, problemas de crises econômicas, de calamidades naturais, o que por vezes ou com bastante frequência, não deixaram aos dirigentes escolha para colocar em prática as decisões tomadas. De toda a forma, a vontade está lá.
Euronews: A questão Centro Africana é muito delicada. Julgamos que a União Européia deve aumentar o número de tropas nesse continente ou achamos que a União Africana e os próprios africanos devem assegurar e restabelecer a ordem nos seus países. O que deve ser feito?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Os africanos devem assumir esta missão. É verdade que é nossa. A África está prestes a preparar-se para colocar forças especiais em ação. Alguns países voluntariaram-se.
Euronews: Que países?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Uma dezena de países.
Euronews: A segurança é, verdadeiramente, uma das questões mais importantes que tem a tratar, enquanto Presidente da União Africana, e nas relações com a União Européia?.
Mohamed Ould Abdel Aziz: Julgo que não podemos falar de desenvolvimento sem falar de segurança. Não podemos investir numa zona onde existe insegurança. É verdade que, especificamente na nossa zona, o Sahel, conhecemos muitos problemas de insegurança. Não é uma coisa recente, verifica-se praticamente há mais de uma década. Esta insegurança deve-se ao fato de que há uma presença massiva de terroristas que se desenvolveram na região e que continuam a mover-se impunemente. O terrorismo não conhece fronteiras.
Euronews: Na África, a cada ano, chegam ao mercado de trabalho 11 milhões de jovens. Não encontram emprego e frequentemente este problema radicaliza-se e empurra esse jovens para uma forma de extremismo, isso é indetificável?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Os ingredientes estão todos lá, efetivamente, para empurrar os jovens para o extremismo e o pessimismo. É isso.
Euronews: Durante o seu mandato à frente da presidência da União Africana o senhor pensa em insistir sobre estas questões?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Já insisti neste ponto. O melhor meio para evitar que a juventude caia no terrorismo é evitar que seja continuamente excluída do desenvolvimento da África. É preciso qualificar os jovens, por isso é preciso que o sistema educativo possa responder a estas necessidades. E a África tem muitas possibilidades. Exportamos, por exemplo, muitas matérias-primas, que transformadas (industrializadas) na África, nos permitirão criar empregos, desenvolver, ganhar mais e inserir estes jovens.
Euronews: A União Européia pediu muitas vezes aos países africanos, aos líderes africanos, para assumir e assegurar uma boa governaça?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Julgo que não cabe à União Européia se oferecer à África para assegurar uma boa governaça. Os africanos estão conscientes disso. Estão conscientes que um país não pode desenvolver-se sem democracia e sem uma boa governaçã. Também sem o respeito e a integração de todos. Não podemos desenvolver um país enquanto existirem excluídos. Julgo que não compete à União Européia ditar-nos, julgo que é uma escolha que nós devemos fazer.
Euronews: Em matéria de governaça, certas pessoas questionaram a sua ascensão ao poder. O que tem a dizer sobre isso?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Havia dez candidatos e a Mauritânia só podia eleger um. Por isso os nove candidatos que não tiveram oportunidade sentiram-se frustrados e disseram que as eleições não decorreram de forma transparente. Mas é sempre assim. Não estão satisfeitos, mas estão aguardando a sua vez – as próximas eleições em junho – cabe-lhes apresentarem-se ao escrutínio que será transparente como nas eleições passadas.
Euronews: Então está otimista face às eleições do próximo mês de junho no país?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Estou otimista pelo meu país. No meu país, a democracia está a ancorar-se no espírito das pessoas e da nação.
Euronews: Ouvimos por parte da União Africana, antes do senhor assumir o cargo na presidência, mas também por parte de alguns países africanos, críticas face ao Tribunal Penal Internacional.
Mohamed Ould Abdel Aziz: É uma percepção que os africanos têm porque as pessoas na barra dos tribunais são, grande parte, africanos. É isso que leva os africanos a pensar que se trata de um tribunal especializado apenas no julgamento de africanos. Estamos prestes a debater este problema. É desejável que, como em relação à segurança, os africanos se possam encarregar das coisas eles mesmos.
Euronews: O senhor defende, então, um Tribunal Penal Africano?.
Mohamed Ould Abdel Aziz: Defendo um Tribunal. Não vejo porque enviaremos pessoas para serem julgadas no exterior. Podemos julgá-los, podemos prender, é o mínimo. Temos magistrados muito
Euronews: Veremos um Tribunal Penal Africano?
Mohamed Ould Abdel Aziz: É esse é o meu maior desejo.
Euronews: É um desejo partilhado por outros países da União Africana?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Efetivamente.
Euronews: Acredita que África se tornou uma locomotiva da União Européia ou que se poderá vir a tornar?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Acredito e desejo isso mesmo. Temos os meios e a ambição. Julgo que é principalmente a ambição que conta.
Euronews: Se tivesse de resumir as suas esperanças sobre o continente africano para os próximos anos, o que diria?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Para mim, o futuro de África será próspero, estável, seguro. Com uma África unida.
Euronews: E veremos isso?
Mohamed Ould Abdel Aziz: Uma África que acompanha o desenvolvimento do mundo na arena internacional, tendo também um papel político e de segurança a jogar. com euronews

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

Yann Tiersen - Best of



Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

Leonardo Padura: "Os cubanos estão cansados"

O escritor de maior sucesso no momento em Cuba fala dos efeitos do stalinismo, do sonho que “virou fumaça” e da “amizade crítica” do Brasil por seu país
IVAN MARTINS


CRÍTICO DOMÉSTICO
Padura em foto de 2010. O que ele diz em Cuba é considerado o limite do que pode ser dito (Foto: AFP)

Com O homem que amava os cachorros, publicado no Brasil pela editora Boitempo, o cubano Leonardo Padura, de 59 anos, escreveu talvez o melhor romance histórico das últimas décadas. Certamente o mais relevante para quem se interessa pela história do socialismo no século XX – uma utopia lançada pela Revolução Russa de 1917 que se transformou, nas décadas seguintes, num  pesadelo autoritário que tragou milhões de vidas. Essa é a história que Padura conta em seu romance, centrado nas figuras do revolucionário russo Leon Trotsky e de seu assassino, Ramón Mercader.  “O livro não  começa e termina em Cuba por acaso. A experiência cubana é essencial para o que quero contar”, diz Padura. Ele chegará ao Brasil neste sábado para conferências em Brasília e São Paulo. Na entrevista que deu a ÉPOCA por telefone, de Havana, Padura falou de literatura, da vida em Cuba e das relações de seu país com o Brasil.

ÉPOCA – O personagem central de seu livro é Leon Trotsky, um revolucionário russo da primeira metade do século XX com poucos seguidores no mundo atual. Por que escrever sobre ele?
Leonardo Padura –
 Na universidade que cursei, nos anos 1970, a figura de Trotsky não existia. Nas aulas de filosofia e de história, ou quando se falava da Revolução Russa, ele não era mencionado. Exatamente como se fazia na União Sovié­tica. Isso me provocou uma enorme curiosidade. Quando pude, tratei de procurar informações sobre ele. Os livros soviéticos diziam que era um traidor da causa do socialismo e, por isso, morrera no exílio. Em 1989, visitando a Cidade do México, pedi a um amigo que me levasse à casa de Trotsky, no bairro de Coyoacan. Quando cheguei ali, senti uma comoção forte ao ver a mesa de Trotsky tal como ficou depois do crime. Como, num lugar tão perdido no mundo, chegou a mão de Josef Stálin para matar esse homem? Anos depois, soube que Ramón Mercader, o homem que matara Trotsky, morrera em Cuba completamente anônimo. Posso ter cruzado com ele na rua sem saber. Tudo isso formou a base sentimental do romance. Depois, passei dois anos lendo e pesquisando sobre o assunto e três anos escrevendo.

ÉPOCA – Seu livro é muito simpático a Trotsky, uma figura controversa. O senhor acredita que, se ele tivesse vencido a disputa com Stálin, a União Soviética teria sido diferente do que foi?
Padura –
 Teria sido diferente, por uma questão de caráter, de educação e de experiência política. Trotsky era um homem totalmente diferente de Stálin. Ele não tinha o componente doentio que caracterizou Stálin, um sujeito enfermo de ódio, violência e inveja. A vitória de Trotsky faria com que a história soviética fosse diferente, mas como? É uma especulação difícil de fazer. Quando Lênin morreu, ainda havia um estilo que se poderia chamar de democrático na direção do Partido Bolchevique. Mas já estava lá a semente do autoritarismo. Stálin não chegou ao poder por ser um assassino ou um reacionário. Ele conseguiu porque havia na União Soviética condições que fizeram com que um homem como ele chegasse ao poder, se perpetuasse nele e desse a fisionomia do socialismo real.
ÉPOCA –  O romance é crítico dos partidos comunistas e, quando fala de Cuba, descreve uma situação de escassez desesperadora nos anos 1990. O senhor teve problemas com a censura por causa disso?
Padura – 
Afortunadamente, não. Mas não acreditei que o livro sairia em Cuba até que o vi impresso e exposto. Tenho um amigo russo que diz que, se há algum indício de que as coisas mudaram em Cuba, é a publicação de meu livro. Mas é verdade, também, que, embora o livro tenha saído em Cuba, a imprensa oficial não falou dele. Ocorreu um silêncio total, também uma forma de resposta ao que diz o livro.

ÉPOCA –  O personagem cubano de seu livro é um escritor acossado pela fome e pelo medo. Há algo de autobiográfico nele?
Padura –
 Esse personagem foi construído a partir da experiência que vivemos em Cuba durante os anos 1990, uma época de crise. O que acontece a esse personagem poderia ter acontecido comigo. Por sorte não foi assim, ainda que, em alguns momentos, eu tenha sentido o peso da censura e do dogmatismo ideológico. Em 1983, trabalhava numa revista cultural e fui demitido porque diziam que eu tinha problemas ideológicos, assim como acontece ao personagem do livro. Nos anos 1990, quando estava no trabalho, comia pão com uma pitadinha de ovo ou tomate. Foi um período muito duro.

"Não conheço Yoani Sánchez,
mas ela mostrou valentia ao
fazer seu trabalho. Eu a admiro"
ÉPOCA – Hoje a situação material dos cubanos está melhor?
Padura –
 A situação é melhor, ou talvez seja diferente. Hoje em dia, o problema não é que seja difícil comprar determinado alimento ou ter acesso a determinado objeto material. Hoje, o problema é conseguir dinheiro para comprar essas coisas. Um cubano ganha em média US$ 25 ou US$ 30 por mês, e 1 litro de óleo de soja custa US$ 2,50. Quer dizer: 1 litro de óleo de cozinha leva 10% de todo o salário. Aí está o grande problema atual.

ÉPOCA – O jornalista americano Jon Lee Anderson escreveu na revista The New Yorkerque aquilo que o senhor diz estabelece o limite do que pode ser dito em Cuba.
Padura –
 Não sei dizer. Como também faço jornalismo, falo da realidade cubana de uma forma direta. Faço isso porque acredito que é a única forma que tenho de participar como cidadão na sociedade em que vivo e pela qual trabalhei e me sacrifiquei muitos anos. Estive em Angola, trabalhando como colaborador civil. Na juventude, tive de cortar cana e trabalhei no campo. Fiz tudo o que tinha de ser feito, nunca deixei de viver em Cuba e creio que isso me dá direito de dizer o que penso sobre meu país. Sei que, em determinados níveis políticos, talvez não gostem do que digo. Mas, como acredito que é meu direito, sigo falando.

ÉPOCA – O senhor não tem vontade de sair de Cuba e viver com  mais conforto e mais liberdade em outro país?
Padura – 
Preciso viver em Cuba para poder escrever. A matéria-prima, a substância essencial da minha literatura, está na vida cubana. Se vivesse fora de Cuba, talvez tivesse mais conforto e mais comodidade, mas não seria o mesmo. Preciso ouvir os cubanos falar, ver como se portam. Preciso me indignar ou rir com eles, porque é a cultura a que pertenço. Há quatro anos tenho passaporte espanhol. Poderia viver na Europa, mas decidi que quero viver em Cuba e escrever sobre Cuba.

ÉPOCA –  Como o senhor, que viaja muito, compara a vida em Cuba à de outros países da América Latina?
Padura – 
O mais importante é que em Cuba, ainda que as pessoas sejam muito pobres, a pobreza não chega a ser extrema. Há quem tenha mais possibilidades econômicas, outros que têm menos, mas o país segue sendo uma sociedade mais igualitária. É algo que se construiu em muitos anos e só agora começa a ter algumas rachaduras. Parte da população não tem mais o espírito de minha geração. Acreditávamos no futuro. Acreditávamos que, com nosso trabalho e nosso esforço, teríamos uma vida melhor. Esse sonho virou fumaça. Muitos não acreditam mais nisso. Há um cansaço histórico. São muitos anos de sacrifício, e muita gente não saiu do mesmo lugar. Muitos até retrocederam em suas possibilidades pessoais.

ÉPOCA – O senhor sabe que muita gente no Brasil critica a simpatia do governo brasileiro pelo governo cubano, que muitos brasileiros consideram uma ditadura?
Padura – 
Sei que existe esse debate no Brasil. Os governos do PT tiveram uma atitude de aproximação do governo cubano, mas tem sido uma aproximação de amizade crítica, não de amizade sem nenhuma condição. Uma amizade não crítica é a do governo da Venezuela com Cuba. O Brasil não tem tido a mesma atitude.

ÉPOCA – A presença de médicos cubanos no Brasil também tem provocado polêmica, porque eles recebem um salário menor que os médicos brasileiros, e a diferença fica com o governo cubano. Sabe-se dessas coisas em Cuba?
Padura – 
Os cubanos discutem isso porque muitos médicos cubanos vão trabalhar no exterior. Mesmo que ganhem salários baixos, esses salários são maiores que em Cuba. Os médicos que trabalham fora de Cuba representam uma entrada de divisas importantes para o país.

ÉPOCA – A blogueira Yoani Sánchez esteve no Brasil e foi atacada pelos simpatizantes do governo cubano. Em mais de uma ocasião não a deixaram falar. O senhor teme que lhe aconteça o mesmo?
Padura –
 Espero que não (rindo). Meu livro teve muitos leitores no Brasil e imagino que ele tenha sido percebido como a posição de um cubano que participa da realidade cubana e tem direito de dizer o que pensa sobre o país em que vive. Não conheço pessoalmente Yoani Sánchez, mas ela mostrou valentia numa época em que não era conhecida e começou a fazer seu trabalho de forma consequente com sua maneira de pensar. Eu a admiro por isso. Fonte: revista Época

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

Putin: “Dívida da Ucrânia é uma questão econômica, e não política”

Presidente diz que não pode cobrar do contribuinte russo a carga de 45 milhões de ucranianos
Em entrevista concedida neste sábado, 19, a jornalistas russos na emissora de televisão Vesti, o Presidente Vladimir Putin afirmou que a cobrança pela Rússia da dívida da Ucrânia referente à venda de gás é uma questão meramente econômica, e não política. A observação de Putin foi interpretada como uma referência à eleição presidencial ucraniana marcada para 25 de maio.

Frisando que a Rússia jamais desejaria provocar uma ruptura na economia da Ucrânia, Putin disse que há contratos entre as duas partes, criando obrigações recíprocas. Segundo o presidente, em nenhum momento a Rússia ameaçou cortar o suprimento de gás da Ucrânia, apesar das sucessivas advertências de que a dívida está se acumulando.

Putin informou ainda que em 7 de abril a Rússia deveria ter recebido da Ucrânia 525 milhões de dólares pelo fornecimento de gás, independentemente do débito acumulado superior a 2,2 bilhões de dólares. Porém, naquela data, nada foi pago.
Por todas estas razões, disse Putin, a Rússia está praticando o preço de 485 dólares por cada mil metros cúbicos de gás fornecidos à Ucrânia, com retroatividade ao início de abril, e pensando na possibilidade de exigir pagamento antecipado pela venda do combustível.
“Não podemos colocar nos ombros do orçamento da Rússia e do contribuinte russo o fardo de manutenção de 45 milhões de ucranianos”, apontou Putin.  
Também questionado sobre a normalização das relações da Rússia com o Ocidente, Putin respondeu que isto não depende só da Rússia: “Temos parceiros no Ocidente e eles precisam, igualmente, refletir sobre este tema. Não se trata apenas e tão-somente da vontade russa. A disponibilidade para o diálogo deve ser mútua”, respondeu o chefe de Estado russo. Fonte: Diário da Rússia

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

"No Nordeste o maior cabo eleitoral ainda é Lula"

Avenida Quartocentenário
Quem faz essa afirmação que dá titulo a este texto é uma pessoa insuspeita, porque abandonou o Partido dos Trabalhadores (PT), a partir do momento em que esse partido chegou ao poder e optou por seguir as mesmas e velhas práticas políticas e se aliou aos coronéis da política brasileira. Políticos que o PT combateu desde a sua criação até a posse de Luís Inácio Lula da Silva na presidência da república.

Embora reconheça que o PT ao chegar ao poder abandonou o seu ideário político original e princípios tão caros aos petistas históricos e comprometidos com a libertação deste país das 'garras afiadas e da fome de poder insaciável' de políticos profissionais, como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Michel Temer, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Eduardo Braga, sou forçado a admitir que sob os governos petistas, os programas sociais foram ampliados e criados, o que fez diminuir a pobreza, sobretudo no Nordeste. E são esses programas sociais que transformaram Lula na maior liderança política e no maior cabo eleitoral nesta região do país.

No estado do Maranhão, na eleição presidencial de 2010 a candidata Dilma Rousseff foi apoiada por Lula e recebeu quase 90% dos votos do eleitor maranhense e Roseana Sarney foi eleita nessa onda.

Em 2014 a história deverá se repetir, porque não haverá candidato de oposição no Maranhão à candidata do PT e o grupo Sarney que controla a mídia terá como candidato ao governo do estado Edinho Lobão, filho do ministro de Minas e Energia que já levou já levou o programa Luz para todos para quase 97% dos municípios maranhenses, terá o apoio de Lula e do PT.

O candidato comunista, Flávio Dino, um ex-aliado do PT e segundo ele mesmo, uma pessoa muito próxima à presidenta Dilma Rousseff, na ânsia desesperada de chegar ao poder a qualquer preço abandonou o projeto petista e se aliou aos maiores adversários de Dilma e Lula, ou seja, o PSDB e o PSB.   

Hoje no Maranhão, até a banda podre do PT não se sentirá confortável num palanque onde Aécio Neves será a grande estrela.  

Para o PT o grupo Sarney é confiável e sob os governos Dilma Rousseff e o Roseana Sarney o Maranhão ganhou muitas plantas industriais, como a fábrica da Suzano Papel e Celulose, uma Usina Hidrelétrica, 135 quilômetros de duplicação da BR 135 e um verdadeiro canteiro de obras em São Luis -
que farão da capital maranhense uma cidade moderna, com expansão imobiliária com um transito muito melhor. Com destaque para a Avenida Quartocentenário.   


Viaduto do Calhau
Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

Memória da MPB - Baiano e os novos Caetanos



Baiano e os Novos Caetanos é o nome de um trio musical e humorístico composto pelos humoristas Chico Anísio (cearense), Arnaud Rodrigues (pernambucanoe o instrumentista Renato Piau (piauiense) satirizando no título o conjunto Novos Baianos e o cantor Caetano Veloso.
Nascida nos anos 70 como uma sátira ao tropicalismo, a dupla formada por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anísio e Arnaud Rodrigues, respectivamente, no humorístico “Chico City” trazia em suas canções letras divertidas e engajadas e um instrumental de primeira, com belos arranjos de violões, sanfonas e cavaquinhos, entre outros instrumentos. Clássicos como "Vô Batê Pá Tu”, que fala das delações na ditadura, e "Urubu Tá com Raiva do Boi", uma crítica à situação econômica do país e ao “milagre econômico brasileiro”, e a bela "Folia de Reis", fizeram de Baiano & Os Novos Caetanos um nome significativo no universo do samba-rock e da música rural. O músico Renato Piau é hoje um parceiro constante do cantor Luiz Melodia. Com Wikipédia

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

O escritor JOSÉ LOUZEIRO repassa suas memórias

O escritor maranhense José Louzeiro, autor de sucessos como Pixote - A Lei do Mais Fraco e Aracelli, meu amor, se dedica a escrever um livro.

Bruna Castelo Branco
Editora do Alternativo



É em um apartamento localizado em um prédio antigo no Centro do Rio de Janeiro, perto da Igreja do São Francisco, entre o badalar dos sinos e a agitação natural de uma grande cidade, que o escritor e jornalista maranhense José Louzeiro, 81 anos, dedica parte do seu tempo a uma nova missão literária: escrever o seu livro de memórias.

A obra ainda não tem previsão de lançamento e é feita sem pressa, pois o escritor, autor de mais de 50 livros - com destaque para as obras importantes como Pixote: A Lei do Mais Fraco, Aracelli, meu amor e a biografia Cantando para não enlouquecer, de Elza Soares -, admite ser um exercício complicado o ato de escrever suas memórias. "É difícil falar de mim. Acho que vou escrever no livro sobre o que eu gostaria de fazer e não fiz. Estou escrevendo sem pressa", brinca.

No apartamento em que mora e onde escreve suas lembranças, vários elementos trazem referências cinematográficas e literárias aos visitantes e ajudam a contar a trajetória do escritor. Quadros com cartazes dos filmes Lúcio Flávio - o passageiro da agonia, O Homem da Capa Preta, Pixote-A Lei do Mais Fraco (Louzeiro assina o roteiro das obras), retratos do autor pintados por vários artistas plásticos, incluindo o amigo maranhense Jesus Santos, além de diversos livros de conterrâneos (pude observar obras de Luis Augusto Cassas e Bruno Azevêdo), além de fotografias em um mural onde está afixada também uma cópia de um texto dele publicado no jornal O Estado. "O caderno [de cultura] de vocês está muito bonito", diz, em referência ao caderno Alternativo.

Visita - Nesse cenário com referências tão particulares, o escritor, pioneiro do romance-reportagem no Brasil, recebeu O Estado, às 10h30 de uma quinta-feira, não para uma entrevista, mas para um bate-papo, como quem recebe um amigo.

Logo na portaria do prédio, à espera da equipe estava Ednalva Tavares, agente literária do mestre e companheira dele nessa e em outras vidas. Bem-humorado, ele nos recebe com um: "Desculpa não receber você de pé", em referência à perda do pé esquerdo e da perna direita em decorrência de complicações do diabetes.

Como esperado, a conversa não é marcada por formalidades. Sobre a biografia, Louzeiro adiantou pouca coisa, mas contou histórias da carreira como jornalista tanto no Maranhão quanto no Rio de Janeiro, relembrando alguns personagens importantes, entre eles, o jornalista Nonnato Masson. "Ele me ajudou muito quando eu comecei a minha carreira no jornalismo policial", recorda.

Além do jornalismo e as perseguições que sofreu na época da Ditadura Militar e que o fez trocar São Luís pelo Rio de Janeiro, outros assuntos foram surgindo com a naturalidade de uma conversa descontraída regada a xícaras de café. "Eu adoro café, se deixar eu tomo o dia todo", comenta, para depois voltar a falar sobre as perseguições que sofreu no Governo de Vitorino Freire. “Desse aí eu faço questão de falar. No meu livro eu deito e rolo”, adianta.

Histórias dos pais, infância, carreira como roteirista cinematográfico e a repercussão do filme Lúcio Flávio - o passageiro da agonia, lançado em 1976, com roteiro dele, direção de Hector Babenco e estrelado pelo então jovem ator Reginaldo Faria - que se despia da imagem de galã para interpretar o ladrão de banco, famoso nos anos 1970 e que foi perseguido pelo esquadrão da morte da Polícia - são alguns dos assuntos do livro. "Foi uma fila para assistir à estreia do filme. Na época fui muito criticado, me acusaram de tratar o Lúcio Flávio como herói e não dar espaço para quem o prendeu. O Lúcio Flávio era um personagem muito mais interessante", conta.

Sobre a produção do cinema no Brasil atual, o escritor e roteirista tem a mesma opinião de Hector Babenco, parceiro dele tanto em Lúcio Flávio como em Pixote. Para eles, a produção de cinema esbarra tanto na falta de patrocínio quanto na ausência de salas para exibição. "A gente faz um filme hoje e ele não vai passar nas salas comerciais. São escassos os bons cinemas", avalia.

Ainda sobre cinema, demonstra curiosidade sobre as novas produções no segmento desenvolvidas no Maranhão. Em especial, gostaria de assistir ao filme O Exercício do Caos, lançado ano passado pelo cineasta Frederico Machado e planeja desenvolver um curso de roteiro em São Luís, um projeto antigo, mas que ainda não aconteceu por falta de parceiros.

E como toda boa conversa passa rápido, com o badalar do sino da Igreja anunciando o meio-dia, nos despedimos do Mestre, deixando-o relembrar suas memórias e torcendo para que esse livro, reunindo tão boas histórias, seja logo lançado.

Mais

No ano passado, foram relançados pela Editora Prumo dois livros do autor. O primeiro foi Aracelli, meu amor, lançado em 1976 e que relata de forma romanceada a morte da menina Aracelli Cabrera Crespo, assassinada por jovens da classe média de Vitória (ES), e o segundo foi Os Amores da Pantera, lançado originalmente em 1982, que narra o assassinato de uma bela socialite brasileira e também mostra um pouco do comportamento da sociedade brasileira nos anos 1970. Fonte: blog Maranhão Maravilha

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook e no PortalAZ

Novos Baianos - Farol da Barra




Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Queda de Dilma nas pesquisas prejudicará candidaturas estaduais

A primeira eleição do atual senador Wellington Dias (PT-PI) ao governo do estado do Piauí em 2002, graças à onda Lula poderá não ser beneficiada pela candidatura da presidenta Dilma Rousseff, que buscará a reeleição neste ano, devido à forte queda na aprovação do governo federal e nas intenções de votos em Dilma, registradas pelos institutos de pesquisas IBOPE e Datafolha neste mês.

Se a eleição para governador fosse hoje, tranquilamente esse senador se elegeria pela terceira vez governador do seu estado, mas, como ainda faltam seis longos meses para a eleição é prematuro fazer qualquer prognóstico sobre o resultado de uma eleição que ainda poderá sofrer muitas reviravoltas, como essa que nós estamos presenciando, que é o surgimento e o crescimento vertiginoso da pré-candidatura do médico Mão Santa que já ameaça a segunda colocação, hoje ocupada por Marcelo Castro, com menos de um ponto percentual a separar Mão Santa de Marcelo.

Silvio Mendes não agregou valor à pré-candidatura de Marcelo

Com a queda nas pesquisas do pré-candidato do PMDB ao governo do estado do Piauí, percebe-se que o nome de Silvio Mendes não acrescentou quase nada a essa pré-candidatura, que ainda não ultrapassou a barreira dos 20 pontos percentuais, muito pelo contrário, ela vem é caindo, como registrou a última pesquisa realizada pelo instituto Amostragem, onde Marcelo Castro aparece com apenas 14,78% das intenções de votos, seguido de perto pelo médico Mão Santa com 14,25% e do governador Zé Filho com 10%.

Para alguns analisas políticos, o fraco desempenho do pré-candidato peemedebista se dá em função da péssima imagem do PMDB a nível nacional e ao sofrível desempenho do governo Wilson Martins, que a cada dia que passa vai sendo desnudado e a pré-candidatura de Marcelo Castro que foi uma escolha pessoal desse ex-governador vai sendo prejudicada. O difícil vai ser descolar a imagem de Marcelo da de Wilson.

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook

Putin admite que também monitora dados pessoais através de escuta


Edward Snowden foi o convidado surpresa na sessão televisiva de perguntas e respostas com o Presidente da Rússia. O antigo consultor informático da NSA, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, colocou um par de questões a Putin:

“A Rússia intercepta, guarda ou analisa de alguma forma as comunicações de milhões de indivíduos? Acredita que por uma simples questão de eficiência dos serviços de informação ou das investigações da justiça, é justificável colocar uma sociedade inteira sob vigilância?”
Vladimir Putin: “Sr. Snowden, é um antigo agente e eu tive ligações no passado aos serviços de informação. Portanto, vamos falar na linguagem dos profissionais.
É óbvio que temos em mente que os meios de comunicação modernos podem ser utilizados por elementos criminosos e por terroristas para as suas atividades.
Os serviços especiais, recorrendo a meios modernos, devem combater esses grupos criminosos. É claro que também o estamos a fazer, mas não é em larga escala. E espero que nunca o autorizemos (em larga escala)”.
Em 2013, Edward Snowden revelou um gigantesco programa de escutas ilegais da NSA e refugiou-se a seguir na Rússia. com euronews

Siga o blog Dom Severino no Twitter e no Facebook