quarta-feira, 14 de junho de 2017

A prática da maioria dos políticos brasileiros é banalizar a ética





Sérgio Cabral e Eike Batista, os estereótipos da esperteza
Para os políticos envolvidos com a corrupção, a defesa da ética na política, não passa de hipocrisia, haja vista, o comportamento de um político, ser o comportamento de quase todos (é que nós o povo brasileiro cultivamos a cultura da esperteza), observando é claro, as honrosas exceções que são poucas é verdade, mas que elas existem, existem! Incluída toda sociedade brasileira.

A Operação Lava Jato que está passando o Brasil a limpo, vem encontrando grande resistência num meio que deveria ser o primeiro a apoiar essa operação redentora, o meio político. Em que pese a Lava Jato encontrar forte resistência nesse meio e no poder judiciário, os seus integrantes, movidos por um messianismo militante, não arredam pé dos seus objetivos - que é contribuir para a moralização do país.

Como todos os males brasileiros começam no nosso espectro político, para que seja possível redimir esta nação, enquanto há tempo, só existe um meio: fazer a reforma política, a mais importante de todas, na opinião da maioria expressiva da população brasileira. Mas como ela contraria os interesses de uma parcela considerável dos nossos congressistas, ela não sai nem a pau, como se diz na gíria.

Uma reforma que contemple o fim da fidelidade partidária, o fim das coligações proporcionais, o fim do cargo de vice e o fim da reeleição, é a nossa única esperança de redenção da pátria.

Fora da reforma política não há salvação possível, porque no modelo atual, os governantes para aprovarem leis, só o fazem através do toma lá dá cá ou do é dando que se recebe.  
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