sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Leitura dinâmica


O voto cirúrgico do ministro do STF Edson Fachin, como relator da ação direta de inconstitucionalidade, foi insuficiente para manter o suspeito senador mineiro Aécio Neves (PSDB-MG), fora do Senado e quiçá sem o mandato. Mas, a Suprema Corte liderada pelo ministro Gilmar Mendes e secundado pela presidenta dessa egrégia corte, ministro Cármen Lúcia optou por desapontar mais uma vez à nação brasileira. “A Constituição "nem de longe confere ao Poder Legislativo o poder de revisar juízos técnico-jurídicos emanados do Poder Judiciário", disse o ministro Fachin.

Palavra final cabe ao STF

Para o Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos procuradores da república que integram a Operação Lava Jato, a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que a última palavra sobre o afastamento de um parlamentar das suas funções cabe ao Poder Legislativo, foi um erro. “Esse novo entendimento do STF acontece um ano e cinco meses depois de o próprio tribunal ter determinado, de maneira unânime, o afastamento do então deputado federal e presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ)”.  Essa decisão favorável ao senador Aécio Neves, tudo sugere, foi acordada entre o presidente do Senado, o senador Eunício Oliveira e a presidenta do STF, ministra Cármen Lúcia, a quem coube decidir através do voto de minerva uma votação que estava empatada. Foi na realidade um acordo de cavalheiros e dama para evitar uma crise institucional. Mas, se o Poder Legislativo saiu fortalecido desse embate, o Poder Judiciário saiu enfraquecido e fragilizado de mais uma batalha travada entre esses dois poderes da república.  

Alberto Goldman versus João Doria

Nessa disputa que está sendo travada entre o tucano Alberto Goldman e o neotucano João Doira Junior (foto), a balança pende para o lado do ex-governador do Estado de São Paulo e ex-comunista. Alberto Goldman que possui uma rica biografia, enquanto que o seu adversário pode ser considerado um outsider da política nacional, porque foi eleito se apresentando ao eleitor paulistano como sendo um antipolítico. Até aqui, o prefeito da cidade de São Paulo só tem produzido factoides e viajado com um bom turista que se preza. João Doira Junior é fogo de palha.     
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